18.11.09

Poesia: A minha filha

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Ó! Deus, que do céu ma concedeu
de alguma estrela que se fez menina,
e deu-lhe um rosto para um camafeu
e o frescor sublime da bonina.
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A sua voz tão bela e cristalina
sua expressão angélica, serena,
gravar quisera em pétalas purpurina
de luar a tinta e de cristal a pena.
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Por vezes, alegre e saltitante,
então, como é gentil e graciosa
e transbordante de alegria sã!
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Mudando-se num segundo instante
em atitude terna e amorosa,
como é criança e como é louçã!...
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(OBS.: Esta poesia foi feita para mim!)
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