.Ele tomou-me pela mão
guiou-me entre vales e montanhas,
planícies, escarpas e florestas.
Segui-lhe dócil e prazerosa
sem consultar destino
e calendário.
Sigo-o hoje a contragosto,
quero parar e não posso.
Ó! Carrasco inexorável!
Por que hás de deixar
tua indelével marca
em toda a natureza?
Ó! Tempo, tempo,
deixe-me de lado...
Segui-te convicta até me cansar
mas tudo perdi
e não me enganarás.
Contigo só vejo o belo acabar
e a névoa tão fria
comigo a ficar.
.

